Os serviços gerenciados de TI e Telecom já não trazem mais desconfiança em sua adoção por parte dos CIOs das grandes empresas usuárias. À medida que os mesmos viram valor em deixar de administrar a infraestrutura do dia-a-dia e gerenciar complexas equipes profissionais da operação, passaram a delegar também soluções de apoio aos negócios em busca da entrega de serviços com maior agilidade para as áreas finais, de forma a torná-la um diferencial competitivo.
O dirigente de TI não precisa mais gerenciar cada tecnologia utilizada pela corporação, mas garantir o correto desempenho delas e fazer a gestão do todo, alinhando-se com os objetivos das métricas de negócios.
Não é sem razão que grandes operadoras fecharam acordos com prestadores de serviços para administrarem suas redes, com o objetivo de ganhar flexibilidade no atendimento aos seus consumidores.
O reflexo desse posicionamento pode ser visto na matéria de capa dessa edição, de autoria da editora Jackeline Carvalho e do repórter Rodrigo Conceição Santos, que ouviram usuários e fornecedores sobre esse mercado que deve atingir a cifra de US$ 66 bilhões em 2012, com uma taxa de crescimento de 18% ao ano, segundo a consultoria Ovum.
Também nesta edição, relatamos o complexo cenário das empresas posicionadas no segmento de software para gerenciamento eletrônico de documentos, também conhecido como GED. Complexo, porque elas se consideram estar no olho do furacão da crise financeira internacional e, sem dados setoriais, vivem a dificuldade do planejamento. Por outro lado, setores cuja vocação está direta ou indiretamente baseado na internet não só acumulam cifras vultosas, como mantêm possibilidades de crescimentos promissoras. O acesso à internet mobiliza usuários, fornecedores e provedores de serviços, o que faz crescer exponencialmente as soluções feitas para ou baseadas na web 2.0 e 3.0, ambas apontando para era da colaboração.